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Do outro lado da telinha
Propagandas estreladas por
“gente como a gente” ganham espaço
Patrícia Gonçalves
Aquele consumidor que
acreditava em tudo que as celebridades diziam sobre os
produtos nos comerciais está mudando. Levantou da poltrona,
foi para o outro lado da telinha e agora é a estrela da vez.
A tendência do marketing de
apostar em gente comum nos anúncios surgiu há mais de dez
anos e vem ganhando força. Segundo Gino Giacomini Filho,
professor de Publicidade da Escola de Comunicações e Artes
da USP, até os anos 70 as campanhas publicitárias estavam
preocupadas em passar veracidade. Os comerciais eram
impositivos, semelhantes ao médico que diz “tome o remédio”.
Dos anos 70 aos 90, a preocupação estava em passar
credibilidade, visando a identificação do consumidor com a
marca. Para isso, a estratégia foi abusar das celebridades,
como se elas fossem um referencial máximo para o consumidor.
A situação mudou a partir dos
anos 90: “O marketing se preocupou em passar realidade.
Mostrar que o produto se encaixa ao consumo real das
pessoas. Por essa razão, traz ‘gente como a gente’ para
dizer isso”, explica Giacomini, que ainda ressalta: “As
empresas também passaram a comunicar seus valores, como
preocupações sociais e ambientais, para sensibilizar o
consumidor”.
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